Linhares, no Norte do Espírito Santo, começa a transformar um de seus principais ativos naturais em vetor de desenvolvimento imobiliário. A Lagoa Juparanã, considerada a maior do Brasil em volume de água doce, entrou no radar de incorporadoras e já recebe um projeto de R$ 350 milhões em VGV (valor geral de vendas) às suas margens. O movimento coloca o entorno da lagoa em uma nova fase, com a chegada de empreendimentos planejados, voltados ao alto padrão e conectados ao turismo, ao lazer náutico e à valorização territorial.
De cartão-postal a ativo imobiliário
Com 26 quilômetros de comprimento e até 5,5 quilômetros de largura, a Juparanã é a maior entre as 69 lagoas que fazem de Linhares o maior conjunto lacustre da América Latina. Por décadas, a relação da cidade com esse território esteve ligada principalmente ao lazer: passeios de lancha, pesca esportiva, restaurantes à beira d’água e casas de veraneio.
Agora, esse potencial começa a ganhar uma leitura mais estruturada do mercado imobiliário. A lagoa, antes tratada sobretudo como cartão-postal, passa a ser vista também como um ativo natural, turístico e urbano capaz de sustentar uma nova frente de expansão em Linhares.
O avanço da infraestrutura ajuda a explicar o movimento. A chegada do asfalto conectando Linhares a municípios como Sooretama, São Gabriel da Palha, Vila Valério e Rio Bananal reduziu distâncias, ampliou o acesso e aumentou o raio de influência da região. Com isso, o entorno da Juparanã passa a atrair não apenas moradores de Linhares, mas também um público regional em busca de moradia, lazer e segunda residência.
“Há um contexto de infraestrutura que favorece essa nova fase da região. A chegada do asfalto melhora o acesso e cria uma conexão importante com outras cidades. Isso transforma um potencial que já existia em algo mais concreto, tanto para a comunidade quanto para o desenvolvimento do entorno da lagoa”, aponta Vanderson Abrantes, CEO e fundador do Grupo Conecta Urbanismo.
A principal aposta dessa nova fase é o Ilha do Imperador, empreendimento desenvolvido pelo Grupo Conecta Urbanismo, que combina lotes residenciais, infraestrutura de alto padrão, áreas de lazer e conexão direta com a vocação náutica da lagoa, com VGV estimado em R$ 350 milhões.
Para Abrantes, o empreendimento nasce de uma leitura sobre o que a Juparanã representa para Linhares — e sobre o potencial ainda pouco explorado desse território.
“A Juparanã vai muito além da projeção de tamanho. Ela tem um valor natural muito grande, mas também carrega um contexto histórico importante. Quando a gente olha para esse território, não está olhando apenas para uma lagoa bonita. Estamos falando de um ativo natural, histórico e afetivo de Linhares, que pode ser mais bem explorado do ponto de vista turístico, urbano e econômico”, afirma o fundador.
O projeto também se conecta a uma mudança de comportamento no mercado imobiliário de alto padrão. Mais do que metragem ou localização urbana tradicional, fatores como contato com a natureza, privacidade, bem-estar, pertencimento e experiência passaram a pesar de forma crescente na decisão de compra.
“O novo luxo voltou a ser o simples. É o contato com a natureza, a convivência, o senso de comunidade. A Juparanã reúne escala, beleza, história e vocação para lazer e contemplação. Por isso, a ideia não foi apenas desenvolver um empreendimento, mas criar algo conectado com a identidade daquele lugar e com a força que a lagoa já tem para a cidade”, completa Abrantes.
Na visão da incorporadora, o Ilha do Imperador pode funcionar como catalisador de valorização para o entorno da lagoa.
“O que estamos propondo é uma ocupação planejada, que combine natureza, lazer, bem-estar, preservação e senso de comunidade. É nesse equilíbrio que enxergamos o futuro da região: não apenas como destino de contemplação, mas como um território capaz de gerar valor para a cidade”, conclui o fundador da Conecta.





