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Início BRM Notícias Maior do país, Lagoa Juparanã atrai projeto de R$ 350 milhões e reforça nova fronteira imobiliária em Linhares 
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Ricardo Frizera

Potencialidades econômicas regionais e os bastidores do mundo dos negócios nas Onças Brasileiras

Maior do país, Lagoa Juparanã atrai projeto de R$ 350 milhões e reforça nova fronteira imobiliária em Linhares 

  • 24 junho, 2026

Linhares, no Norte do Espírito Santo, começa a transformar um de seus principais ativos naturais em vetor de desenvolvimento imobiliário. A Lagoa Juparanã, considerada a maior do Brasil em volume de água doce, entrou no radar de incorporadoras e já recebe um projeto de R$ 350 milhões em VGV (valor geral de vendas) às suas margens. O movimento coloca o entorno da lagoa em uma nova fase, com a chegada de empreendimentos planejados, voltados ao alto padrão e conectados ao turismo, ao lazer náutico e à valorização territorial. 

De cartão-postal a ativo imobiliário 

Com 26 quilômetros de comprimento e até 5,5 quilômetros de largura, a Juparanã é a maior entre as 69 lagoas que fazem de Linhares o maior conjunto lacustre da América Latina. Por décadas, a relação da cidade com esse território esteve ligada principalmente ao lazer: passeios de lancha, pesca esportiva, restaurantes à beira d’água e casas de veraneio. 

Agora, esse potencial começa a ganhar uma leitura mais estruturada do mercado imobiliário. A lagoa, antes tratada sobretudo como cartão-postal, passa a ser vista também como um ativo natural, turístico e urbano capaz de sustentar uma nova frente de expansão em Linhares. 

O avanço da infraestrutura ajuda a explicar o movimento. A chegada do asfalto conectando Linhares a municípios como Sooretama, São Gabriel da Palha, Vila Valério e Rio Bananal reduziu distâncias, ampliou o acesso e aumentou o raio de influência da região. Com isso, o entorno da Juparanã passa a atrair não apenas moradores de Linhares, mas também um público regional em busca de moradia, lazer e segunda residência. 

“Há um contexto de infraestrutura que favorece essa nova fase da região. A chegada do asfalto melhora o acesso e cria uma conexão importante com outras cidades. Isso transforma um potencial que já existia em algo mais concreto, tanto para a comunidade quanto para o desenvolvimento do entorno da lagoa”, aponta Vanderson Abrantes, CEO e fundador do Grupo Conecta Urbanismo. 

A principal aposta dessa nova fase é o Ilha do Imperador, empreendimento desenvolvido pelo Grupo Conecta Urbanismo, que combina lotes residenciais, infraestrutura de alto padrão, áreas de lazer e conexão direta com a vocação náutica da lagoa, com VGV estimado em R$ 350 milhões. 

Para Abrantes, o empreendimento nasce de uma leitura sobre o que a Juparanã representa para Linhares — e sobre o potencial ainda pouco explorado desse território. 

“A Juparanã vai muito além da projeção de tamanho. Ela tem um valor natural muito grande, mas também carrega um contexto histórico importante. Quando a gente olha para esse território, não está olhando apenas para uma lagoa bonita. Estamos falando de um ativo natural, histórico e afetivo de Linhares, que pode ser mais bem explorado do ponto de vista turístico, urbano e econômico”, afirma o fundador. 

O projeto também se conecta a uma mudança de comportamento no mercado imobiliário de alto padrão. Mais do que metragem ou localização urbana tradicional, fatores como contato com a natureza, privacidade, bem-estar, pertencimento e experiência passaram a pesar de forma crescente na decisão de compra. 

“O novo luxo voltou a ser o simples. É o contato com a natureza, a convivência, o senso de comunidade. A Juparanã reúne escala, beleza, história e vocação para lazer e contemplação. Por isso, a ideia não foi apenas desenvolver um empreendimento, mas criar algo conectado com a identidade daquele lugar e com a força que a lagoa já tem para a cidade”, completa Abrantes. 

Na visão da incorporadora, o Ilha do Imperador pode funcionar como catalisador de valorização para o entorno da lagoa. 

“O que estamos propondo é uma ocupação planejada, que combine natureza, lazer, bem-estar, preservação e senso de comunidade. É nesse equilíbrio que enxergamos o futuro da região: não apenas como destino de contemplação, mas como um território capaz de gerar valor para a cidade”, conclui o fundador da Conecta. 

Leia mais

Entre especulação da Amazon e projeto real: o que há de concreto no plano do novo aeroporto de Guarapari 

Autor

  • Ricardo Frizera

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Gigante chinesa da saúde investe R$ 250 milhões para instalar primeira fábrica no Brasil 

São Paulo
#brmnewssp

Guarulhos vem se consolidando como o principal polo logístico da Grande São Paulo: a cidade já soma 4,3 milhões de m² de espaço de armazenagem, com preços de locação acima da média nacional: R$ 37,37 por m², frente a R$ 27,31 no país.

Portugal
#brmnewspt

A Boliden Somincor, a EDP e a Greenvolt anunciaram a construção da maior central solar para autoconsumo desenvolvida em Portugal, junto à mina de Neves-Corvo, em Castro Verde. O projeto terá 49 megawatts de potência instalada e ocupará cerca de 55 hectares, produzindo quase 100 gigawatts hora por ano

Espírito Santo
#brmnewses​

O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual e a eliminação de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos. O entendimento é considerado estratégico para o Brasil e, em particular, para o Espírito Santo.

Santa Catarina
#brmnewssc​

A Weg anunciou a construção de uma nova fábrica em Itajaí (SC), voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O projeto será a unidade mais moderna do país nesse segmento e marcará um novo patamar de automação industrial, com uso intensivo de robôs.

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