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Início BRM Notícias ‘Singapurização’: Prédios verdes ganham espaço no Brasil regional
Foto de Ricardo Frizera

Ricardo Frizera

Potencialidades econômicas regionais e os bastidores do mundo dos negócios nas Onças Brasileiras

‘Singapurização’: Prédios verdes ganham espaço no Brasil regional

  • 24 abril, 2026

O que Singapura levou décadas para consolidar como padrão urbano — integrar vegetação à arquitetura com função técnica e impacto direto no valor dos imóveis — começa a surgir nos mercados imobiliários regionais brasileiros. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Fortaleza e João Pessoa lideram esse avanço fora do eixo Rio–São Paulo, com incorporadoras que passaram a tratar a vegetação de fachada não como elemento decorativo, mas como componente técnico de valorização do VGV (leia-se: valor geral de vendas, ou seja, o valor total de todas as unidades de um empreendimento somadas).

O movimento tem ganhado um nome no mercado: singapurização. Os dados de demanda reforçam o movimento: 87% dos brasileiros declaram querer consumir de forma mais sustentável, mas apenas 35% conseguem transformar esse desejo em ação, segundo o estudo Sustainability Sector Index da Kantar. Outros 66% afirmam disposição para pagar por produtos sustentáveis acima da média global, segundo a NielsenIQ.

Do verde como infraestrutura urbana à cidade-esponja

O modelo mais avançado de integração entre natureza e arquitetura urbana é Singapura, referência global em arquitetura biofílica (o design que integra elementos naturais ao ambiente construído para promover bem-estar, conforto térmico e conexão com a natureza) e origem do termo “singapurização”, usado por Bruno Watanabe, fundador e CEO da VG  — empresa especializada em soluções de paisagismo predial para o mercado de incorporação —, para descrever o que começa a acontecer nos mercados imobiliários regionais do Brasil.

A cidade-Estado asiática transformou a integração entre natureza e arquitetura em política urbana e em vantagem competitiva global, e virou referência para incorporadores e investidores do mundo inteiro. O resultado é uma cidade onde a vegetação é tratada como infraestrutura, não como paisagismo, e onde o verde das fachadas e telhados impacta diretamente o valor dos imóveis, o conforto dos moradores e a resiliência urbana.

Esse modelo, agora, começa a chegar aos mercados regionais brasileiros. O país, na avaliação de Watanabe, tem condições para liderar esse movimento globalmente.

“O Brasil deveria ser reconhecido pela estrutura de prédio verde. A gente não tem neve, não tem tempos extremos de seca, somos um país abundante em água, um país tropical. Singapura era uma ilha que, há 50 anos, era uma plantação de arroz, e eles conseguiram levar para o mundo essa quebra de paradigma dos prédios. O Brasil pode ser o grande protagonista global quando você fala de edificações verdes”, afirma o CEO da VG.

A experiência não se limita a Singapura. Na China, o movimento avança por outro ângulo: o conceito de “cidade-esponja” — que propõe que as superfícies urbanas absorvam, armazenem e reutilizem a água da chuva em vez de simplesmente escoá-la por sistemas convencionais de drenagem — já foi adotado em diversas cidades e virou referência global para o debate sobre resiliência urbana. A vegetação nas lajes e telhados retém o volume de água em eventos de chuva intensa, reduzindo a pressão sobre as redes de drenagem urbana e entregando, na prática, menor consumo energético e uma camada de proteção natural sobre a estrutura dos edifícios.

Sul lidera e Nordeste avança: mercados regionais aceleram adoção do verde predial em empreendimentos de alto padrão

O estado onde o movimento verde tem avançado com mais força no ‘Brasil regional’ é Santa Catarina, aponta o CEO da VG. Na Praia Brava, região que desponta como um dos endereços imobiliários de maior valorização do país, empreendimentos de altíssimo padrão já tratam o verde como protagonista do projeto, não como acabamento.

No sul do país, Rio Grande do Sul e Paraná seguem na mesma direção, com incorporadoras que têm avançado rapidamente na incorporação da natureza como elemento central de fachada.  No Nordeste, Fortaleza e João Pessoa já concentram grandes empreendimentos com vegetação como elemento central de projeto, com incorporadoras que identificaram no verde uma forma concreta de diferenciação em mercados que crescem acima da média nacional.

“O que a gente vê no Sul é um boom. Uma mudança completa na estrutura da visão predial. E o luxo do verde nesses polos regionais encontra um público pronto para consumir, não necessariamente restrito a São Paulo ou Rio de Janeiro”, destaca o fundador.

Os dados geracionais dimensionam essa demanda. Os Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) respondem por 51% das compras e vendas de imóveis nos últimos 12 meses e concentram 37,7% da intenção de compra para os próximos 12 meses, segundo levantamento da Kantar Ibope Media TGI. São também a geração com maior renda mensal individual, e 72% deles declaram disposição para pagar mais caro por produtos ligados ao meio ambiente. A Geração Z trata sustentabilidade como exigência na escolha do imóvel, não como diferencial. Baby Boomers e Geração X, que concentram o maior patrimônio imobiliário acumulado, são as gerações com maior disposição declarada para mudar hábitos em favor do meio ambiente, acima de 50% em ambos os casos, segundo a Kantar.

Conhecimento técnico e cadeia de execução definem o próximo passo do verde predial no Brasil

O mercado imobiliário regional brasileiro ainda opera com uma contradição estrutural: incorporadoras que prometem sustentabilidade no branding, mas não entregam vegetação real nos projetos. O gargalo não está na intenção, mas sim na ausência de uma cadeia técnica capaz de executar esses projetos com escala e viabilidade econômica.

“O incorporador muitas vezes escreve ‘eco’ ou ‘reserva’ no nome do empreendimento. Na marca é lindo. E na entrega? Zero. Por que eles não entregam? Porque eles não tiveram acesso ao conhecimento. Muitas vezes nem conhecem a prateleira de soluções que o mercado brasileiro oferece. Mais do que educar o construtor, precisamos educar o investidor — é a demanda dele que impacta quem vai, de fato, executar o projeto”, avalia o CEO da VG.

Espírito Santo reúne clima tropical e Mata Atlântica, mas ainda não aproveitou o potencial dos prédios verdes

No Espírito Santo, o avanço ainda é incipiente. O estado reúne uma combinação de fatores que, na avaliação de Watanabe, o coloca entre os territórios com maior potencial para o modelo de fachadas verdes no Brasil: clima tropical litorâneo, cobertura de Mata Atlântica, alta umidade e um mercado imobiliário de alto padrão em expansão — especialmente em Vitória, capital que já carrega o apelido de “Mônaco Brasileira” pelo perfil econômico e geográfico.

O obstáculo não está na vocação do território, mas na ausência de conhecimento do incorporador local sobre o verde como ferramenta de desenvolvimento de produto.

“Vitória ainda utiliza muito pouco essas soluções, o que eu acho uma pena. A cidade tem uma geografia que é muito interessante para trazer esse prédio conceito ao verde. É um clima extremamente tropical, ali nessa ponta mais Mata Atlântica, uma visão muito diferente do Centro-Oeste”, ressalta o CEO da VG, empresa fundada em 2016, que já acumula mais de 4.500 projetos entregues e 2 milhões de metros quadrados implementados no Brasil.

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Autor

  • Ricardo Frizera

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São Paulo
#brmnewssp

Guarulhos vem se consolidando como o principal polo logístico da Grande São Paulo: a cidade já soma 4,3 milhões de m² de espaço de armazenagem, com preços de locação acima da média nacional: R$ 37,37 por m², frente a R$ 27,31 no país.

Portugal
#brmnewspt

A Boliden Somincor, a EDP e a Greenvolt anunciaram a construção da maior central solar para autoconsumo desenvolvida em Portugal, junto à mina de Neves-Corvo, em Castro Verde. O projeto terá 49 megawatts de potência instalada e ocupará cerca de 55 hectares, produzindo quase 100 gigawatts hora por ano

Espírito Santo
#brmnewses​

O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual e a eliminação de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos. O entendimento é considerado estratégico para o Brasil e, em particular, para o Espírito Santo.

Santa Catarina
#brmnewssc​

A Weg anunciou a construção de uma nova fábrica em Itajaí (SC), voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O projeto será a unidade mais moderna do país nesse segmento e marcará um novo patamar de automação industrial, com uso intensivo de robôs.

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