A Marmomac Brazil 2026, que acontece de 24 a 26 de fevereiro no Distrito Anhembi, em São Paulo, chega à sua segunda edição acompanhando um momento de consolidação do setor brasileiro de rochas naturais no mercado global. A feira deve atrair 15 mil visitantes, crescimento de 25% em relação aos 12 mil participantes registrados em 2025, quando o evento movimentou cerca de R$ 1 bilhão em negócios.
O desempenho da feira acompanha o resultado recorde das exportações brasileiras de rochas naturais, que totalizaram US$ 1,48 bilhão em 2025, segundo dados do Centrorochas. O Espírito Santo segue na liderança absoluta do setor, respondendo por US$ 1,16 bilhão desse montante, 80% da participação nacional.
“O setor fechou 2025 muito bem, apesar dos desafios. Tem questões que impedem estar ainda melhor, mas o ano foi muito bom, com recorde de exportação e aumento de visibilidade”, afirma Flávia Milaneze, CEO da Milanez & Milaneze, empresa que organiza a feira.
A diversificação de mercados tem sido um dos pilares do crescimento das exportações. Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações capixabas, com US$ 744,2 milhões em compras, avanço de 10,7% na comparação anual. Mas é em outros mercados que os números chamam atenção: Espanha registrou crescimento de 81,6%, Canadá avançou 26,7%, e Itália expandiu 9,6%. China (+3,8%) e México (+3,0%) completam a lista dos principais destinos.
Para ampliar a demanda e diversificar destinos de exportação, a organização da feira, em parceria com o Centrorochas, vai trazer para esta edição compradores de países consolidados e emergentes no mercado de rochas brasileiro.
“Estipulamos trazer compradores de novos mercados, em crescimento, e que usam pedras naturais, mas de outros países. São países como Emirados Árabes, Índia, Austrália, México, Itália, Polônia e Estados Unidos. Queremos aumentar a demanda diversificando mercados”, explica Milaneze.
Consolidação em São Paulo
A decisão de transferir a feira do Espírito Santo para São Paulo após duas décadas já se provou acertada na primeira edição. “A feira começou com uma edição muito bem posicionada e teve público e retorno bom. Vamos para uma edição de 2026 com mercado aquecido, então as expectativas são ainda mais altas. Já passamos para uma fase mais consolidada”, avalia a diretora.
O crescimento se reflete na estrutura do evento. Em 2026, a Marmomac Brasil ocupa dois pavilhões do Distrito Anhembi, praticamente dobrando o espaço em relação à edição anterior, de 12 mil para 20 mil metros quadrados.
“Neste ano estamos com dois pavilhões do Anhembi, ano passado foi um, está dobrando. Já mostramos que a feira tem um resultado positivo, o que acaba despertando interesse de pessoas que ainda não foram”, diz Milaneze.
Feira aguarda compradores de 56 países
O evento espera receber representantes de 56 países. Entre os expositores, estão empresas de oito estados brasileiros, além de delegações internacionais da Turquia, Índia, China, Itália, Espanha e Portugal.
“A gente está com a expectativa de movimentar um valor bilionário, igual no ano passado”, projeta Milaneze. “A feira tem um poder de gerar muitos negócios ao longo do ano, então não é apenas no momento.”
A organização busca posicionar o evento além do comercial. “Temos feito um grande trabalho para ser mais que uma feira. Queremos oferecer experiência, conteúdo, além do aspecto comercial”, explica a diretora.
O calendário do setor de rochas inclui ainda a Cachoeiro Stone Fair, marcada para 25 a 27 de agosto no Espírito Santo. Segundo Milaneze, as duas feiras têm funções complementares: “A Cachoeiro Stone Fair é uma feira consolidada, com foco na cadeia do setor de rochas. A Marmomac Brasil é para expandir, abrir novos mercados.”


