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Início BRM Notícias BRM Brasília: Fernando Cinelli defende que Brasil é “assimetria positiva” para investidores
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Ricardo Frizera

Potencialidades econômicas regionais e os bastidores do mundo dos negócios nas Onças Brasileiras

BRM Brasília: Fernando Cinelli defende que Brasil é “assimetria positiva” para investidores

  • 11 março, 2026

Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex, defendeu nesta quarta-feira (11), no BRM Brasília, que o Brasil vive hoje uma das janelas mais favoráveis das últimas décadas para investidores — e que a principal evidência disso está nos estados que a Apex chama de Onças Brasileiras. No painel sobre cenário macroeconômico, mediado por Thiago Salomão, fundador do Market Makers, Cinelli apresentou uma leitura otimista do país ancorada em fundamentos microeconômicos que, segundo ele, o mercado financeiro tradicional ainda subestima.

O argumento central partiu de uma comparação internacional. Nos últimos cinco anos, quando colocado ao lado das 20 maiores economias do mundo, o Brasil performou de forma razoavelmente superior à maioria dos países europeus e ao Japão. Mas é no recorte regional que os números ficam mais contundentes: em 2023, enquanto o Brasil cresceu cerca de 3%, as Onças Brasileiras — Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul — cresceram 6,4%.

“Se fossem um país, teriam crescido menos só que a Índia e mais que a China”, afirmou. O denominador comum desses estados: finanças públicas organizadas, ambiente de negócios mais republicano, protagonismo do agronegócio e melhora consistente nos índices de segurança pública — o que gera migração positiva de população e, consequentemente, crescimento inorgânico da economia. Cinelli citou Santa Catarina como o caso mais notório: mais de 500 mil habitantes migrados do restante do Brasil para o estado nos últimos anos.

Assimetria positiva e o Brasil da geopolítica global

Cinelli foi direto ao situar o momento atual para o investidor. Com a bolsa em alta, o dólar recuando de R$ 6 para próximo de R$ 5 e o capital estrangeiro voltando ao país em meio à reconfiguração das cadeias globais de suprimentos pós-Covid, o executivo avaliou que ainda há ativos depreciados e oportunidades concretas.

“A assimetria está de cauda muito para o positivo. Tenho mais motivos para estar investindo no Brasil hoje”, afirmou, apontando a reforma tributária e a política de depreciação de ativos para reinvestimento industrial como pontos construtivos do ciclo atual. Para Cinelli, na geopolítica atual, o Brasil é o grande ganhador — e esse fenômeno tende a se aprofundar.

Ajuste fiscal inadiável e o diagnóstico de Arilton Teixeira

Arilton Teixeira, economista-chefe da Apex, trouxe o contrapeso necessário. Com juros reais elevadíssimos, o Capex brasileiro já deu sinais de queda em 2024 e os efeitos colaterais sobre o crédito privado tendem a se acumular. Para Teixeira, a receita do ajuste já é conhecida — todos os especialistas de finanças públicas tocam nos mesmos pontos —, mas o que falta é um claro direcionamento político para executá-la.

Ele foi preciso ao nomear o problema estrutural: “As políticas públicas brasileiras têm que voltar a ser políticas públicas”. O diagnóstico é de que o país acumulou décadas de programas criados sem objetivo claro, sem princípio bem definido e sem ciclo de encerramento — o oposto do que fez, por exemplo, o Bolsa Família em sua concepção original. A eleição de 2026, na avaliação do economista, será o momento decisivo para que essa agenda ganhe tração política.

O alfa escondido nos mercados regionais

Ricardo Frizera, sócio-diretor da Apex, completou o painel com a tese que orienta o trabalho de Research da casa: o mercado financeiro perde alfa — termo do mercado financeiro para o retorno acima do benchmark, o ganho que vai além do que o mercado entrega em média — ao ignorar os fundamentos regionais.

O argumento é de descorrelação — os riscos do mercado imobiliário de Balneário Camboriú, do suíno de Santa Catarina, do bovino do Mato Grosso ou do frango do Paraná são completamente diferentes dos riscos de tela da bolsa. E é justamente por isso que geram valor diferenciado para o investidor.

Frizera exemplificou com o Espírito Santo: segundo maior produtor de petróleo do Brasil, o estado tem um fundo soberano de royalties que cresce diretamente com qualquer alta no preço do barril — um dado que raramente entra no radar dos grandes gestores concentrados no eixo Rio–São Paulo.

Ele também citou o Paraná, que mantém 15% de caixa e investe 25% da receita em infraestrutura, criando a ambiência para que o ciclo virtuoso de investimento privado se retroalimente. “A missão da Apex é trazer esse bastidor, esse dado do Brasil profundo. Onde o Brasil está acontecendo, as pessoas estão debatendo só a manchete”, concluiu.

Leia também:

Mercados regionais já representam 58% do PIB brasileiro e Onças lideram avanço, mostra pesquisa da Apex

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  • Ricardo Frizera

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