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Início BRM Notícias Além da Faria Lima: o mercado de capitais que o Brasil regional está descobrindo
Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues é Diretor do Polo São Paulo da Apex Partners e colunista do Brazilian Regional Markets.

Além da Faria Lima: o mercado de capitais que o Brasil regional está descobrindo

  • 3 março, 2026

Quem trabalha no mercado de capitais brasileiro conhece bem a cena: salas envidraçadas na Faria Lima, fundos com bilhões sob gestão, assessores financeiros disputando os melhores deals do país. É de lá que saem as grandes operações, os M&As, as debêntures bilionárias, os IPOs que movimentam as manchetes. É um ecossistema sofisticado, eficiente e concentrado. Concentrado demais.

Um exemplo do que está mudando veio de Florianópolis. O Grupo Clemar, referência nacional em infraestrutura para telecomunicações com mais de 50 anos de história, queria crescer no ritmo que o 5G exige. Tinha ativos em operação, contratos e receita recorrente, mas buscava um parceiro que entendesse seu potencial regional. 

A resposta não veio da Faria Lima: veio de um time com presença local em Santa Catarina, que estruturou uma emissão de debêntures incentivadas de até R$ 60 milhões pela CL Sites, subsidiária de telecom do grupo. O CEO Inácio Vandresen resumiu bem o que havia de diferente: “Ao saber que a Apex estava operando em Santa Catarina com um time local e executivos dispostos a aprofundar no entendimento do nosso potencial, decidimos por um player local.”

Esse caso ilustra algo que estou vendo se repetir nos mercados regionais onde atuamos. O problema das empresas do interior não é a qualidade dos negócios. É a distância geográfica, cultural e informacional, entre o capital e as oportunidades.

O Brasil que cresce fora do eixo

Os dados são contundentes. As chamadas “Onças Brasileiras”, cidades médias como Maringá, Joinville, Caxias do Sul, Ribeirão Preto e Uberlândia, devem crescer o dobro da média nacional nos próximos anos. O Paraná tem oito cidades entre as 100 maiores economias do Brasil. O interior do estado de São Paulo, sozinho, representaria uma das maiores economias da América Latina se fosse um país independente.

Esses territórios têm empresas sólidas, gestão familiar profissionalizada, mercados regionais defensivos e crescimento consistente. Têm tudo que um investidor criterioso busca, exceto visibilidade no mapa financeiro nacional.

Essa invisibilidade é uma ineficiência de mercado. E ineficiências de mercado são, por definição, oportunidades.

Por que a descentralização está acontecendo agora?

Três forças estão convergindo ao mesmo tempo. A primeira é regulatória. A evolução do arcabouço normativo da CVM, com a Resolução 160, a maior facilidade para emissões menores e o crescimento dos FIDCs, CRIs, CRAs e debêntures de infraestrutura, criou instrumentos que viabilizam operações de R$ 20 a R$ 150 milhões com eficiência jurídica e tributária. O mercado de capitais deixou de ser exclusividade de quem quer emitir R$ 1 bilhão.

A segunda é tecnológica. Plataformas digitais de distribuição, a pulverização das corretoras e o crescimento do investidor pessoa física qualificada criaram uma base de demanda que simplesmente não existia há dez anos. Há capital disponível e investidores dispostos a acessar ativos fora do mainstream da B3.

A terceira é estrutural. A dinâmica pós-pandemia acelerou a desconcentração econômica. Empresas regionais cresceram. Empreendedores do interior se profissionalizaram. O ecossistema de advisors, contadores e advogados especializados em estruturação financeira se espalhou pelo Brasil. A infraestrutura mínima para conectar empresas regionais ao mercado de capitais está sendo montada e nós, do polo de São Paulo, somos parte disso.

O que o investidor ganha

Para quem já tem carteira no mercado tradicional, os ativos regionais oferecem algo cada vez mais raro: alfa real. Fora do eixo Faria Lima, as empresas ainda não foram analisadas 100 vezes. Os preços de entrada ainda refletem um prêmio de descoberta. A competição por deal flow é menor. E o risco, quando bem estruturado, é frequentemente inferior ao que parece, porque essas empresas têm receita previsível, ativos reais e clientes cativos em mercados onde são líderes regionais.

Há também diversificação genuína: setores como agro, saúde, logística regional, varejo de proximidade e educação têm dinâmicas distintas dos ativos mais correlacionados ao ciclo macroeconômico global. Em momentos de volatilidade, essa descorrelação vale muito.

O investidor que chega primeiro a uma empresa de R$ 200 milhões de receita e sai quando ela vale R$ 800 milhões, essa é a tese. E ela está se tornando viável.

O que o empresário regional ganha

Do lado do empresário, o acesso ao mercado de capitais representa uma transformação que vai além do custo do dinheiro, embora esse ponto também importe.

Captar via debêntures, CRA ou FIDC significa custo de capital potencialmente inferior ao crédito bancário tradicional, com prazos mais alinhados ao ciclo do negócio. Significa também não diluir o controle acionário na fase em que a empresa ainda está construindo seu valor.

Mas o impacto mais profundo é outro: o processo de estruturar uma operação de mercado de capitais força a empresa a se profissionalizar. Auditoria, governança, transparência financeira, planejamento estratégico documentado, tudo isso passa a ser exigência, não opção. E essa profissionalização já agrega valor à empresa independentemente da captação.

Além disso, aparecer no radar do mercado financeiro nacional abre portas para rodadas futuras, parcerias estratégicas e, eventualmente, processos de M&A em condições muito mais favoráveis. É uma mudança de patamar, não só uma linha de crédito.

O papel de quem faz a ponte

A descentralização do mercado de capitais não acontece de forma espontânea. Ela precisa de intermediários que dominem os dois idiomas: o da Faria Lima e o do interior.

Quem trabalha no polo de São Paulo de uma estrutura como a nossa ocupa exatamente esse lugar. Conhecemos a linguagem dos gestores, dos structurers e dos distribuidores. Mas também estamos fisicamente presentes nos mercados regionais que o BRM cobre: o agro do Paraná, a indústria de Santa Catarina, o setor logístico do Espírito Santo, o varejo do interior paulista.

Essa presença dupla não é detalhe. É o núcleo da tese. Sem ela, o capital continua circulando nos mesmos circuitos de sempre.

O mapa está sendo redesenhado

O Brasil financeiro ainda é muito menor do que o Brasil econômico. Há empresas extraordinárias operando em cidades que os grandes bancos de investimento nunca visitaram. Há capital disponível em São Paulo que não sabe que essas empresas existem. E há uma janela de oportunidade, agora, para quem quiser ser parte da mudança.

A descentralização do mercado de capitais não é uma ameaça ao papel de São Paulo como centro financeiro do país. É, ao contrário, a expansão do perímetro do que o mercado enxerga como oportunidade.

As “onças brasileiras” já estão nas regiões. O capital é que precisa chegar até elas.

Leia também:

PIB: ‘Onças Brasileiras’ devem crescer o dobro da média nacional 

Autor

  • Gabriel Rodrigues

    Gabriel Rodrigues é Diretor do Polo São Paulo da Apex Partners e colunista do Brazilian Regional Markets.

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Gabriel Rodrigues é Diretor do Polo São Paulo da Apex Partners e colunista do Brazilian Regional Markets.
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Guarulhos vem se consolidando como o principal polo logístico da Grande São Paulo: a cidade já soma 4,3 milhões de m² de espaço de armazenagem, com preços de locação acima da média nacional: R$ 37,37 por m², frente a R$ 27,31 no país.

Portugal
#brmnewspt

A Boliden Somincor, a EDP e a Greenvolt anunciaram a construção da maior central solar para autoconsumo desenvolvida em Portugal, junto à mina de Neves-Corvo, em Castro Verde. O projeto terá 49 megawatts de potência instalada e ocupará cerca de 55 hectares, produzindo quase 100 gigawatts hora por ano

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#brmnewses​

O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual e a eliminação de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos. O entendimento é considerado estratégico para o Brasil e, em particular, para o Espírito Santo.

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#brmnewssc​

A Weg anunciou a construção de uma nova fábrica em Itajaí (SC), voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O projeto será a unidade mais moderna do país nesse segmento e marcará um novo patamar de automação industrial, com uso intensivo de robôs.

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