Referência em saneamento básico no país, a Aegea registrou receita líquida de R$ 14,4 bilhões nos nove primeiros meses de 2025, alta de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia – que nacionalmente opera em 892 municípios e é responsável por cases como a recuperação ambiental da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro – tem no Espírito Santo uma operação considerada estratégica: com atuação concentrada nos municípios da Serra, Vila Velha e Cariacica, a gigante do saneamento atende cerca de 1,4 milhão de capixabas, o equivalente a aproximadamente 40% da população do estado. Entenda.
Em dez anos, companhia já investiu mais de R$ 1 bilhão no ES
Fundada em 2010, a Aegea opera em 15 estados e em 892 municípios, operando em cidades com características e portes distintos – de localidades com menos de mil habitantes a grandes centros urbanos com mais de 6,8 milhões de pessoas. O modelo de atuação se reflete em indicadores financeiros robustos: nos nove primeiros meses do último ano, a empresa registrou receita líquida de R$ 14,4 bilhões, com EBITDA de R$ 8,5 bilhões e lucro líquido de R$ 1,8 bilhão.
Entre os principais cases da companhia está a atuação na recuperação da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, onde investimentos em esgotamento sanitário contribuíram para interromper o lançamento diário de mais de 114 milhões de litros de esgoto, com impactos diretos na balneabilidade, na valorização urbana e na economia local.
Dentro desse contexto nacional, o Espírito Santo se posiciona como um dos principais recortes estratégicos da atuação da Aegea no país. No estado, a companhia opera por meio de parcerias público-privadas (PPPs) firmadas com a Cesan, modelo que alia a capacidade de investimento do setor privado à governança pública.
Ao longo dos últimos 10 anos, a companhia já ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em investimentos no Espírito Santo, com atuação concentrada nos municípios da Serra, Vila Velha e Cariacica. Juntas, essas operações atendem cerca de 1,4 milhão de capixabas, o equivalente a aproximadamente 40% da população do estado, configurando-se como a maior PPP em número de munícipes atendidos. Para 2026, a companhia prevê a continuidade dos investimentos.
Os resultados são mensuráveis: na Serra, a cobertura de esgotamento sanitário avançou de 58% para 93,75%. Em Vila Velha, o atendimento já alcança mais de 57 bairros, com novas frentes de obras em andamento. Em Cariacica, a cobertura se aproxima dos 70%, impulsionada pela ampliação da infraestrutura e da capacidade instalada de tratamento.

“Mais do que expandir redes e estações, o desafio do saneamento está em levar o serviço até a porta de cada família. Por isso, parte relevante da atuação das PPPs no Espírito Santo envolve ações de mobilização, orientação e conexão dos imóveis à rede, garantindo que o investimento em infraestrutura se traduza, de fato, em melhoria da saúde pública, do meio ambiente e da qualidade de vida das pessoas”, explica Marcello Dall´ovo, diretor-executivo das concessões da Aegea no Espírito Santo.
Ele aponta, ainda, que os investimentos vão além da infraestrutura física. “O saneamento é um vetor econômico, mas, acima de tudo, é um serviço essencial às pessoas. Quando uma casa se conecta à rede, estamos falando de menos doenças, mais dignidade e mais valorização dos bairros. Esse é o resultado de uma política pública conduzida pela Cesan, com a execução das PPPs, para transformar infraestrutura em qualidade de vida”, completa.


