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Início BRM Notícias Boom da IA acelera necessidade de proteção contra ataques hackers 
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Ricardo Frizera

Potencialidades econômicas regionais e os bastidores do mundo dos negócios nas Onças Brasileiras

Boom da IA acelera necessidade de proteção contra ataques hackers 

  • 2 junho, 2026

A inteligência artificial revolucionou a forma como empresas operam: automatizou processos, reduziu custos e abriu oportunidades em praticamente todos os setores da economia. Mas o mesmo avanço que trouxe eficiência para os negócios também ampliou a superfície de ataques cibernéticos. Segundo o Relatório Global de Ameaças 2026 do FortiGuard Labs, laboratório da Fortinet, o Brasil encerrou 2025 com 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, com um salto de 535% na distribuição de malwares em relação ao ano anterior. Dados da Check Point Research apontam que, no segundo trimestre de 2025, o país registrou uma média de 2.831 ataques cibernéticos semanais por organização.  

Nesse cenário, empresas especializadas em cibersegurança passaram a desenvolver suas próprias soluções de inteligência artificial para combater as ameaças. A Ayko, empresa sediada em Vila Velha, no Espírito Santo, é um dos casos mais concretos desse movimento no Brasil. Segundo a companhia, o custo de um ataque hacker bem-sucedido equivale, na prática, a três ou quatro anos do valor de um contrato de proteção preventiva. 

Com IA, ataques cibernéticos ganharam velocidade e precisão 

O crescimento dos ataques cibernéticos não é apenas de volume, é de velocidade e precisão. Com ferramentas de inteligência artificial cada vez mais acessíveis, o tempo entre a identificação de uma vulnerabilidade e a execução do ataque caiu para menos de 24 horas, segundo o FortiGuard Labs. Para as empresas, isso significa que o modelo tradicional de monitoramento humano, no qual cada alerta é analisado individualmente por um analista, passou a ser inviável. O processo era lento, caro e sujeito a erro. 

Foi exatamente esse cenário que levou empresas de cibersegurança a repensar suas operações. Um dos problemas centrais estava no volume de alertas gerados pelas ferramentas de monitoramento: a maior parte era falso positivo, mas cada um precisava ser verificado manualmente. O gargalo consumia tempo, equipe e orçamento, sem garantia de que os ataques reais seriam identificados a tempo. 

Giuseppe Feitoza, CEO da Ayko, aponta que esse contexto fez com que a empresa desenvolvesse uma solução própria de monitoramento.  

“A gente contratava uma ferramenta de terceiro que olhava para os logs e gerava alertas — 90% eram falsos positivos. Cada alerta tinha que bater na mão de um humano, que levava tempo para correlacionar tudo e tomar uma decisão”, afirma o CEO. 

A automação desenvolvida internamente eliminou a triagem manual em 95% dos casos, em menos de um quinto do tempo de um analista. O impacto financeiro de uma falha nesse processo é expressivo: segundo a companhia, o custo de um ataque hacker bem-sucedido equivale, na prática, a três ou quatro anos do valor de um contrato de proteção preventiva. Ao adotar ferramentas externas de IA para analisar os dados de segurança dos clientes, a empresa se deparou com um segundo problema: os dados trafegavam para fora da empresa, sem controle sobre como eram tratados.  

A solução foi trazer modelos de IA open source para operar internamente. “Quando ela não sabia algo, fazia uma consulta numa IA pública, mas os dados eram mandados de forma anônima. A nossa IA interna sabia que era do cliente X, mas o que saía para fora era anonimizado”, explica o CEO. 

Quando os modelos de linguagem chegaram, o processo ganhou uma camada a mais: os alertas passaram a ser enriquecidos com contexto e entregues com roteiros de resposta formatados para o CEO, o CFO ou o time técnico da empresa afetada. 

O Jensen Huang capixaba: a vantagem de quem chegou primeiro à infraestrutura 

A posição da Ayko no mercado de cibersegurança com IA é resultado de duas décadas de investimento em infraestrutura de dados. Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, passou décadas construindo GPUs para um mercado de games e descobriu, quando a IA explodiu, que havia criado a infraestrutura que o mundo inteiro precisava. No mercado capixaba, Giuseppe Feitoza seguiu a mesma lógica: o de quem chegou primeiro à infraestrutura e colhe agora os frutos de uma aposta feita quando poucos entendiam o valor daquilo. 

Feitoza passou duas décadas construindo data centers, redes privadas e nuvem própria para empresas capixabas e chegou ao momento da IA com dados dentro de casa, infraestrutura própria e governança estruturada conforme a ISO 42001 (leia-se: norma internacional de governança de inteligência artificial), num momento em que a maioria das empresas brasileiras que tenta implementar IA ainda enfrenta dados fragmentados, infraestrutura terceirizada e ausência de políticas claras sobre o que pode ou não sair da empresa. 

Com a governança estruturada e a IA operando em cibersegurança, a Ayko passou a replicar o mesmo modelo para outras áreas da empresa. Hoje, cada coordenação tem pelo menos uma iniciativa de IA ativa, resultado da dissolução do antigo departamento de inovação, cujos integrantes passaram a trabalhar diretamente com as áreas de negócio. 

“Todo mundo hoje entende que, se existe alguma coisa repetitiva que pode ser feita melhor por uma IA, ela será automatizada. A gente tem um backlog crescente de iniciativas para melhorar a eficiência da empresa”, afirma Feitoza.  

O próximo passo é levar esse modelo para fora: a empresa desenvolve, em parceria com clientes, novas empresas construídas como “AI first”, organizações onde toda a estrutura nasce com inteligência artificial integrada desde o início, sem os legados que travam a transformação digital de negócios mais antigos. 

“Não vai existir nenhuma área de negócio que não será revolucionada pela inteligência artificial. O empresário que hoje acha que é AI proof (imune aos impactos da inteligência artificial) é o cara que daqui a três anos vai ter um problema gigantesco”, avalia Feitoza. 

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  • Ricardo Frizera

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Athena Saúde investe R$ 11 milhões em Vila Velha e avança em plano de expansão no Espírito Santo 

São Paulo
#brmnewssp

Guarulhos vem se consolidando como o principal polo logístico da Grande São Paulo: a cidade já soma 4,3 milhões de m² de espaço de armazenagem, com preços de locação acima da média nacional: R$ 37,37 por m², frente a R$ 27,31 no país.

Portugal
#brmnewspt

A Boliden Somincor, a EDP e a Greenvolt anunciaram a construção da maior central solar para autoconsumo desenvolvida em Portugal, junto à mina de Neves-Corvo, em Castro Verde. O projeto terá 49 megawatts de potência instalada e ocupará cerca de 55 hectares, produzindo quase 100 gigawatts hora por ano

Espírito Santo
#brmnewses​

O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual e a eliminação de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos. O entendimento é considerado estratégico para o Brasil e, em particular, para o Espírito Santo.

Santa Catarina
#brmnewssc​

A Weg anunciou a construção de uma nova fábrica em Itajaí (SC), voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O projeto será a unidade mais moderna do país nesse segmento e marcará um novo patamar de automação industrial, com uso intensivo de robôs.

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