Com faturamento de R$ 60 milhões em 2025, alta de 50% em dois anos, a fabricante blumenauense InDorf Têxtil inaugurou a ampliação do parque fabril que eleva a capacidade instalada de 150 mil para até 450 mil peças mensais. O investimento de R$ 14 milhões modernizou o maquinário e expandiu a área total de 2,4 mil m² para 6,5 mil m², crescimento de 170% no espaço físico. A expansão posiciona a empresa, que atende grandes varejistas como Renner, C&A, Vans, Dudalina e Hard Rock Café, para competir em nichos de maior valor agregado (segmentos com maior exigência técnica e de acabamento) no mercado têxtil nacional.
A 450 mil peças por mês, InDorf triplica capacidade em um dos maiores polos têxteis do Brasil
O Vale do Itajaí, onde está localizada a empresa, é um dos principais polos da indústria têxtil brasileira, reconhecido pela tradição industrial e pela adoção de tecnologia em escala. A nova estrutura, inaugurada em 29 de abril, não apenas amplia volume: a área produtiva cresceu cerca de 270%, o que deve gerar maior controle de processos, redução de desperdícios e aumento da eficiência operacional.
O portfólio está concentrado em camisetas, polos, casacos e bermudas, com ênfase em acabamento e desenvolvimento técnico. A exigência dos varejistas que compõem a carteira de clientes, todos de grande escala nacional e internacional, demanda padronização, agilidade e flexibilidade produtiva, características que a nova estrutura busca amplificar. Atualmente com cerca de 100 colaboradores, a companhia opera há 28 anos e completa essa marca em agosto deste ano.
De R$ 40 milhões em 2023 para R$ 60 milhões em 2025: 50% de crescimento em dois anos
O desempenho financeiro recente dimensiona o contexto desta expansão. O faturamento passou de R$ 40 milhões em 2023 para R$ 60 milhões em 2025, incremento de 50% em dois anos, ritmo que sustenta a decisão de ampliar a capacidade instalada em escala relevante. A nova estrutura eleva o teto produtivo em 200% (de 150 mil para 450 mil peças por mês), o que representa uma folga de capacidade para absorver novos contratos sem gargalos operacionais imediatos.
Andreas Buttendorf, diretor-geral da InDorf Têxtil, aponta que o movimento não é apenas de volume, mas de reposicionamento comercial. “A estratégia da empresa está voltada à qualificação do portfólio e ao atendimento de nichos mais exigentes”, afirmou.


