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Início BRM Notícias O Renascimento do Brasil
Foto de Ricardo Frizera

Ricardo Frizera

Potencialidades econômicas regionais e os bastidores do mundo dos negócios nas Onças Brasileiras

O Renascimento do Brasil

  • 8 maio, 2026

Existe um Brasil que não cabe mais na narrativa convencional sobre o próprio Brasil. Enquanto boa parte do debate público continua presa ao ruído político de Brasília, aos solavancos de curto prazo da bolsa e à velha percepção de que o país é apenas uma promessa adiada, uma outra realidade vem se formando em silêncio: a de um Brasil mais estratégico, mais produtivo, mais descentralizado e mais relevante para o mundo. Essa é a tese do Renascimento do Brasil.

Não se trata de otimismo vazio. Trata-se de uma leitura econômica: o Brasil representa cerca de 2% do PIB mundial, mas tem capacidade de produção de alimentos suficiente para atender 11% da população global. Opera uma matriz elétrica com mais de 90% de fontes renováveis, contra uma média mundial de 28%. Tem um estoque de investimento estrangeiro direto próximo de US$ 1 trilhão. E abriga estados que vêm crescendo acima da média nacional, aumentando participação no PIB, na agropecuária, na indústria e nos serviços.

Os ativos brasileiros, líquidos e ilíquidos, listados e privados, podem estar diante de uma virada iminente de valorização. E essa valorização não depende de um único fator. Ela nasce da combinação entre fundamentos estruturais, reposicionamento geopolítico, maturidade do mercado de capitais, crescimento regional e uma assimetria rara entre preço e valor.

A pergunta, portanto, é simples: por que o Brasil está renascendo? A seguir, te explico em 10 pontos:

1. Porque todo renascimento começa pela mobilização de capital

Todo renascimento econômico começa antes no capital. No século XV, os Médici não eram apenas mecenas das artes. Eram, antes de tudo, banqueiros. Foram eles que inventaram a letra de câmbio, desenvolveram o sistema de filiais bancárias internacionais e criaram formas de mobilizar capital em escala que nunca tinham existido.

Foi assim também na Holanda, com o surgimento da bolsa moderna; na Inglaterra, com o mercado de dívida pública; e nos Estados Unidos, com hipotecas, seguros e mercados de capitais acessíveis à classe média. Em todos esses casos, o ponto de virada não foi apenas a existência de recursos. Foi a criação de estruturas capazes de transformar recursos em investimento.

O Brasil vive, hoje, uma etapa semelhante de financial deepening. Historicamente, o financiamento imobiliário brasileiro foi muito dependente da poupança, via SFH. Mas essa lógica começou a mudar. Pela primeira vez, o volume de recursos originado pelo mercado de capitais superou a participação da poupança no funding do crédito imobiliário: 41% contra 32%, com o FGTS respondendo por 27%.

2. Porque existe um Brasil real que o mercado ainda não precificou

Enquanto o debate público se concentra no ruído político de Brasília, nas oscilações de curto prazo da bolsa e na velha percepção de que o país é apenas uma promessa adiada, uma outra economia cresce em silêncio. É o Brasil que exporta recordes, atrai investimento produtivo, desenvolve infraestrutura, amplia polos regionais, fortalece o agro, industrializa cadeias locais, financia ativos reais e cria empresas fora do radar tradicional. 

Esse é o Brasil de verdade. É o Brasil do crescimento brutal de produtividade do café conilon no Espírito Santo e da soja em Mato Grosso. É o Brasil do cooperativismo de R$ 200 bilhões de faturamento anual do Paraná. E é também o Brasil de MATOPIBA.

E ele ainda não foi plenamente precificado pelo mercado. O Ibovespa pode capturar uma parte dessa história, mas não captura tudo. Uma parcela relevante do valor gerado pelo país está fora da bolsa: em propriedades, concessões, crédito estruturado, empresas privadas, projetos logísticos, ativos imobiliários, infraestrutura regional, agronegócio e mercados privados.

3. Porque o mundo voltou a valorizar ativos reais

Durante décadas, a economia global operou sob a lógica da eficiência máxima: produzir onde fosse mais barato, depender de cadeias longas, reduzir estoques e concentrar fornecedores. Essa lógica começou a mudar: com a fragmentação geopolítica, guerras, disputas comerciais e riscos nas cadeias de suprimento, o mundo passou a valorizar segurança, proximidade, confiabilidade e recursos físicos.

Alimentos, energia, minerais críticos, infraestrutura, logística e capacidade produtiva voltaram ao centro da agenda global. E poucos países combinam tantos desses atributos quanto o Brasil.

4. Porque o Brasil virou um ativo estratégico na geopolítica atual

O mundo está se reorganizando em blocos. E, nesse novo tabuleiro, o Brasil tem uma vantagem rara: consegue dialogar com diferentes polos de poder sem estar preso a um único eixo geopolítico. O país não depende de estreitos contestados para exportar, tem acesso direto ao Atlântico e possui o que praticamente todos os blocos econômicos precisam: alimentos, energia, recursos naturais, carbono, minerais críticos e mercado consumidor.

Essa combinação transforma o Brasil em um ativo estratégico de longo prazo. A lógica do menor custo a qualquer distância está sendo substituída pela lógica da confiabilidade. O mundo quer fornecedores mais seguros, cadeias mais resilientes e parceiros menos expostos a conflitos geopolíticos extremos. Nesse cenário, o Brasil tem uma posição difícil de replicar.

5. Porque o Brasil é potência em alimentos, energia e minerais críticos

O Brasil não é apenas uma potência em commodities tradicionais, é uma potência potencial nas cadeias que o mundo mais precisará nas próximas décadas. Na alimentação, é o maior exportador líquido de alimentos do planeta. Num mundo que deve sair de 8,2 bilhões de pessoas em 2024 para cerca de 10,3 bilhões até meados da década de 2080, segurança alimentar se torna uma pauta econômica e geopolítica.

Na energia, o país combina uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo com uma posição relevante em petróleo e gás, podendo sair da 8ª posição entre os maiores produtores de petróleo e gás para o top 5 global até 2030. Na mineração, tem posição dominante na produção de nióbio e reservas relevantes de lítio, grafita, manganês, cobre e terras raras, insumos essenciais para baterias, motores elétricos, turbinas, chips e equipamentos ligados à transição energética.

6. Porque o capital estrangeiro produtivo e o mercado de capitais já validam essa tese

Existe uma diferença entre o que o mercado financeiro de curto prazo fala sobre o Brasil e o que o capital produtivo de longo prazo faz no Brasil. O estoque de Investimento Estrangeiro Direto no país chegou a US$ 914 bilhões em 2024, equivalente a 41% do PIB. Isso coloca o Brasil como o 10º maior destino do mundo em estoque de IED. No fluxo anual, o dado é ainda mais expressivo: o país recebeu US$ 46,8 bilhões em 2024, o segundo maior fluxo líquido global, atrás apenas de Cingapura.

A transformação também aparece no financiamento da economia real. Em infraestrutura, o capital privado respondeu por 84% do volume investido em 2025, um recorde histórico. Até 2014, o BNDES exercia papel central como financiador do setor. Hoje, o capital privado se tornou protagonista.

7. Porque o agronegócio é o único segmento da economia brasileira que aumenta produtividade com consistência

O agronegócio é o único grande segmento da economia brasileira que vem aumentando produtividade de forma consistente ao longo do tempo. E isso muda tudo, porque crescimento baseado apenas em expansão de área ou em preço de commodity é cíclico, já crescimento baseado em produtividade é estrutural.

O Brasil não ficou mais relevante no campo apenas porque produz muito. Ficou mais relevante porque aprendeu a produzir melhor: com tecnologia, genética, irrigação, mecanização, gestão, crédito, logística e maior integração com mercados globais.

O Espírito Santo é um bom exemplo disso. No café, a produtividade média por hectare saltou de 20,8 sacas para 45,8 sacas entre 2008 e 2025. Em 17 anos, o estado mais do que dobrou a produção média por hectare, sem depender apenas de abertura de novas áreas.

8. Porque as Onças crescem acima da média e são ilhas de equilíbrio institucional no Brasil

Dentro do Brasil, existe um grupo de estados que sintetiza essa transformação de forma ainda mais clara. São as Onças Brasileiras: estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que combinam equilíbrio fiscal, ambiente de negócios competitivo, força no agro, presença industrial, infraestrutura em expansão e indicadores sociais acima da média nacional.

O dado mais simbólico talvez seja este: se as Onças Brasileiras fossem um país, teriam crescido 5,7% em 2023. Isso significa que esse “país” teria avançado mais que a China, que cresceu 5,4%; mais que o Brasil, que cresceu 3,2%; e mais que os Estados Unidos, que cresceram 2,9%.

Entre 2002 e 2023, as Onças aumentaram sua participação no PIB brasileiro de 31% para 36%. No mesmo período, cresceram a uma taxa média de 2,4% ao ano, acima da média nacional de 2,2%. Na janela de 2016 a 2023, a diferença ficou ainda mais clara: as Onças cresceram 2,4% ao ano, enquanto o Brasil avançou 1,7% ao ano.

Esse desempenho não é coincidência: ele reflete características cultivadas ao longo do tempo: ambiente de negócios favorável, equilíbrio fiscal e melhores indicadores de desenvolvimento humano. Desde 2021, todos os estados classificados como Onças aparecem entre os dez mais competitivos do país no ranking do Centro de Liderança Pública. 

9. Porque há um catalisador político no horizonte

A América Latina vive uma nova onda de reposicionamento político, com avanço de governos de direita e centro-direita em diferentes países. Esse movimento já apareceu na Argentina, no Equador, na Bolívia, no Chile e em outros mercados relevantes da região.

No Brasil, a eleição de 2026 se desenha como uma disputa competitiva. Para o investidor, o ponto não é tratar a eleição como torcida. É entender o que cada cenário pode significar para juros, trajetória fiscal, reformas, privatizações, confiança e fluxo de capital. Afinal, o mercado não espera a eleição acontecer para precificar o futuro. Ele ajusta preços conforme as probabilidades mudam.

10. Porque o Brasil está barato, e a oportunidade vai além da bolsa

O Ibovespa negocia próximo de 9 vezes lucro projetado, com desconto de 24% em relação aos mercados emergentes e de 50% frente ao MSCI ACWI global. Mas a tese não está apenas no múltiplo baixo. Está na combinação entre preço descontado, melhora esperada dos resultados e uma economia real que cresce, em boa parte, fora da bolsa.

O lucro por ação projetado para o Ibovespa deve crescer 6% em 2026 e 15% em 2027. Excluindo commodities, a projeção chega a 23% em 2026, refletindo a maturação de setores domésticos como varejo, financeiro e tecnologia.

Mas o Ibovespa é apenas uma parte da fotografia. Hoje, boa parte do crescimento econômico do país acontece fora dos principais indicadores de mercado: em ativos privados, infraestrutura, crédito estruturado, mercado imobiliário e empresas médias pouco conhecidas pelo investidor tradicional.

O índice concentra setores maduros e um número limitado de companhias. Já o Brasil real avança também em projetos privados, empresas regionais, concessões, ativos imobiliários e estruturas de crédito que ainda não aparecem na tela da bolsa.

O Brasil que o mercado ainda não precificou

O Brasil que aparece no noticiário é, muitas vezes, o Brasil do ruído. O Brasil que queremos apresentar é outro: o que produz, exporta, investe, constrói, financia, empreende e cresce fora do radar tradicional. E, como em todo renascimento econômico, a maior oportunidade não está em enxergar apenas o que o país é hoje. Está em perceber, antes dos outros, o que ele está se tornando.

Essa será uma das principais teses que levaremos ao Brazilian Regional Markets Nova York – evento que acontece no dia 11 de maio, no Harvard Club. O objetivo é claro: apresentar a investidores e lideranças internacionais um Brasil que muitas vezes não aparece nas manchetes, mas que já está redesenhando a economia real.

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  • Ricardo Frizera

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Guarulhos vem se consolidando como o principal polo logístico da Grande São Paulo: a cidade já soma 4,3 milhões de m² de espaço de armazenagem, com preços de locação acima da média nacional: R$ 37,37 por m², frente a R$ 27,31 no país.

Portugal
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A Boliden Somincor, a EDP e a Greenvolt anunciaram a construção da maior central solar para autoconsumo desenvolvida em Portugal, junto à mina de Neves-Corvo, em Castro Verde. O projeto terá 49 megawatts de potência instalada e ocupará cerca de 55 hectares, produzindo quase 100 gigawatts hora por ano

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O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual e a eliminação de tarifas e barreiras comerciais entre os dois blocos. O entendimento é considerado estratégico para o Brasil e, em particular, para o Espírito Santo.

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