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Início BRM Notícias PIB: ‘Onças Brasileiras’ devem crescer o dobro da média nacional 

PIB: ‘Onças Brasileiras’ devem crescer o dobro da média nacional 

  • 4 fevereiro, 2026

Enquanto o crescimento econômico brasileiro segue limitado por restrições fiscais, juros ainda elevados e baixa previsibilidade institucional, um grupo de estados deve avançar em ritmo bem superior ao do país nos próximos anos. Projeções do BB Assessoramento Econômico indicam que o PIB das Onças Brasileiras deve crescer, em média, 4,5% em 2025, contra 2,2% da média nacional. A diferença não é marginal — e tampouco conjuntural. 

As Onças Brasileiras reúnem estados com maior dinamismo econômico, estabilidade institucional e diversidade produtiva, entre eles Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. O que explica esse descolamento é menos um choque externo e mais a forma como esses territórios se posicionaram ao longo do tempo. 

Ambiente previsível atrai capital e sustenta o PIB 

O Brasil entrou em um ciclo de crescimento mais modesto. A combinação do descontrole fiscal, incertezas regulatórias e um ambiente político volátil tende a reduzir o apetite por investimento produtivo no agregado nacional. Em cenários assim, o capital passa a discriminar mais claramente risco, previsibilidade e capacidade de execução. 

É nesse ponto que as Onças se destacam. Esses estados aparecem de forma recorrente entre os 10 mais competitivos do Brasil e são os mais bem posicionados em indicadores como solidez fiscal, infraestrutura, capital humano, segurança pública e potencial de mercado. Não por acaso, também exibem taxas de desocupação inferiores à média nacional e índices de desenvolvimento humano mais elevados.

Lucas Schuller, especialista econômico da Apex, aponta que a lógica econômica acompanha o ambiente institucional.  

“Ambientes mais previsíveis reduzem risco, risco menor atrai capital produtivo e capital produtivo sustenta crescimento mesmo quando o país como um todo desacelera. O resultado é um crescimento mais resiliente. Em vez de depender de estímulos pontuais, esses estados operam com ganhos contínuos de produtividade, integração logística e diversificação da base econômica”, explica. 

Essa diferença fica mais evidente quando se observa a composição do crescimento. Nas Onças, o PIB é puxado por setores com encadeamento produtivo mais longo, maior capacidade de gerar emprego e maior integração com mercados externos e internos. Agronegócio, indústria de transformação, logística, energia, serviços e mercado imobiliário avançam de forma integrada. Isso reduz volatilidade e amplia a capacidade de atravessar períodos de incerteza nacional. Ou seja, a economia regional passa a responder menos a ciclos econômicos e mais a fundamentos. 

“O avanço das Onças altera o mapa do crescimento brasileiro. O eixo tradicional Rio–São Paulo deixa de ser o único motor, e a economia nacional passa a operar com múltiplos polos regionais. Cadeias produtivas se reorganizam, investimentos seguem os territórios mais previsíveis e fluxos migratórios acompanham oportunidades concretas de emprego e renda”, completa o especialista. 

Esse movimento, segundo ele, também muda a leitura de risco. Para empresas e investidores, o Brasil deixa de ser um bloco homogêneo e passa a ser um mosaico de ambientes econômicos distintos. Em um cenário nacional de crescimento moderado, estar bem-posicionado regionalmente passa a ser um diferencial estratégico. 

O que sustenta o crescimento nos próximos anos 

Alguns sinais ajudam a monitorar a continuidade desse descolamento regional. O primeiro é a evolução dos indicadores de competitividade estadual, especialmente aqueles ligados à solidez fiscal, à qualidade da infraestrutura e ao capital humano, que funcionam como base para decisões de investimento de longo prazo.  

Outro termômetro relevante é a manutenção de taxas de desocupação abaixo da média nacional, indicando mercados de trabalho mais dinâmicos e resilientes. Soma-se a isso o ritmo de investimentos em logística, saneamento e energia, áreas que ampliam produtividade e reduzem custos estruturais.  

A expansão das exportações e a diversificação da pauta produtiva também sinalizam maior integração com mercados externos e menor dependência de poucos setores. Por fim, a capacidade fiscal dos estados de sustentar investimentos próprios, mesmo em um ambiente nacional mais restritivo, é um indicador-chave da continuidade desse desempenho acima da média. 

O desempenho projetado para 2025 sugere que o crescimento brasileiro continuará a ser puxado por alguns mercados regionais. Com uma taxa de expansão média do PIB de 4,5%, as Onças Brasileiras tendem a responder por uma parcela cada vez maior da economia nacional, mesmo representando uma fração do território.  

Em um cenário de crescimento agregado mais baixo, essa divergência regional ganha peso macroeconômico. Os dados indicam a consolidação de trajetórias distintas de crescimento dentro do próprio país, com implicações diretas para investimento, emprego e organização das cadeias produtivas nos próximos anos.


Leia também:

Tarifas caem, competição sobe: o que muda para as Onças Brasileiras com o acordo Mercosul–UE

Autor

  • Ricardo Frizera

    A coluna de Ricardo Frizera mostra as potencialidades econômicas regionais e os bastidores do mundo dos negócios!

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